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    Cariri: Educação sem ter o que comemorar no dia do professor




    "Todo aquele que ensina é portador de luz para os que não sabem." (Padre Cicero).
    Os professores da Região do Cariri têm pouco a comemorar nesta quarta-feira (15) em que a profissão é lembrada. Apesar das palavras do Padre Cicero, a profissão sofre a cada dia com a desvalorização e até desrespeito.

    Investimentos em salários e políticas públicas e melhorias nos recursos são alguns dos pontos que, de acordo com profissionais da área, poderiam melhorar a carreira e o dia a dia dos professores.

    Há poucas semanas a cidade do Crato encerrou greve que é sentida há mais de trinta dias na cidade de Barbalha e constantemente movimentos como esses, que pedem a valorização dos professores e o cumprimento de compromissos básicos, como repasses do Governo Federal, são vistos em outras cidades da Região.

    Juazeiro do Norte é um dos maiores exemplos quando o choro de uma professora em um dos últimos movimentos grevistas da cidade virou assunto e debates não só no Brasil, como na imprensa internacional.

    “Não sei o que está acontecendo, há um grande descaso”, critica Junior Matos, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Crato.

    “O que me surpreende é que, quando chega o dia 15 de outubro é um ‘o professor é salvador’, é festa nas escolas, são os prefeitos, é o governador, os presidentes... Agora, na hora de pagar o piso ao professor, na hora de se pagar o que o professor tem direito, só se consegue com greve”, acrescenta.

    Nas salas de aulas, o respeito que se tinha aos professores foi dando lugar ao enfrentamento e agressões verbais e até mesmo físicas.


    Ensino Superior

    Professores das três universidades estaduais com unidades no Cariri estão em regime de greve desde o dia 17 de setembro tendo como principal reivindicação a realização de concurso público e a contratação daqueles que foram aprovados em certame anterior que está próximo de ter o seu prazo vencido.

    Segundo um diretor de uma escola de Juazeiro do Norte que prefere manter sua identidade em sigilo, “a educação deveria ser prioridade e não discurso durante campanha eleitoral que logo passado o pleito é esquecido”.

    Fonte: Site Miseria (www.miseria.com.br)

    Ato “Na eleição, voto pela educação” reunirá 4 mil professores na Praça do Ferreira


    Nesta terça-feira (14/10), véspera do dia do professor, às 14 horas, cerca de quatro mil educadores de todo o Ceará vão se encontrar na Praça do Ferreira, no Centro da Capital, para a realização do ato: “Na eleição, voto pela educação”.

    O objetivo da atividade é chamar a atenção da classe dos professores e da sociedade para uma escolha consciente no dia 26 de outubro, apostando na chapa presidenciável que de fato represente a possibilidade de melhoria e de mais conquistas nas políticas educacionais e não o retrocesso.


    O evento põe em avaliação o período em que a política do país foi conduzida pelo projeto neoliberal internacional, que diminuiu a importância do Estado e subordinou a educação às necessidades imediatas do mercado. Em 2002, os recursos na área da Educação eram de apenas R$ 34 bilhões. Em 2014, o montante de investimento passou para R$ 107 bilhões. Em termos de PIB (Produto Interno Bruno), o investimento passou de 3,5% (2002) para 6,4% (2014).

    Os profissionais do magistério afirmam que, no passado, a educação pública foi marcada pela privatização, a fragmentação do trabalho docente, a perda da autonomia dos professores e a submissão estrita aos cânones neoliberais. Os educadores comparam esta época com as atuais conquistas, obtidas com muita luta pelos trabalhadores. A categoria afirma que os direitos conquistados até aqui ainda são somente a base para um futuro de mais compromisso com a educação e com os professores.
    Principais conquistas na Educação:

    • Aprovação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb;
    • Criação do piso salarial do magistério;
    • Criação da lei que destina 75% dos royalties do petróleo para educação;
    • Subsídio aos estados e munícipios, com programas de apoio à educação básica;
    • Criação de 18 novas universidades federais e 173 novos campi universitários;
    • Derrubada do veto de FHC, permitindo a construção de 422 Institutos Federais de Educação;
    • Criação do programa Ciência sem Fronteiras, fechando o ano com 100 mil bolsas de estudos para jovens brasileiros nas melhores universidades do mundo e garantindo no orçamento de 2015 mais 100 mil bolsas para esse exitoso programa;
    • Crescimento no Ensino Superior de 2,2 (2002) para 7,5 milhões (2014) de matriculados – acréscimo de 5,5 milhões de pessoas em 12 anos;
    • Ingresso de estudantes pobres através da Lei das Cotas, do Prouni ( 1,2 milhão de bolsas) e do Fies (1 milhão);
    • Marca de 8 milhões de matrículas no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec);
    • Ampliação do ensino superior para médicos, através do programa Mais Médicos, com a possibilidade de formar 11,5 mil novos profissionais até 2026.
    Mas é necessário ainda mais, segundo Enedina Soares, presidenta da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), uma das entidades organizadoras do evento. Para ela, as mudanças possibilitaram muitas transformações, mas há muito mais por fazer. “Acreditamos que precisamos de um governo progressista que nos assegure a manutenção do que obtivemos até aqui e que nos dê a oportunidade de acessar mais direitos, como a evolução do salário do magistério a pelo menos 4 mil reais em média, uma meta já aprovada no Plano Nacional de Educação”, explicou Enedina.
    O ato também é convocado por outras entidades classistas dos professores, como a Associação dos Professores de Estabelecimentos Oficiais do Ceará (Sindicato-APEOC); o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute); a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (CONFETAM); a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).
    Defesa do Nordeste
    Além de combater o projeto neoliberal de poder, que rompe com a perspectiva de uma educação pública de qualidade, os professores de todo o estado trarão indumentárias e vestimentas marcadamente de traço nordestino. A meta é manifestar-se também em defesa do povo da região, recentemente atingido por uma chuva de mensagens preconceituosas, vindas de pessoas do sul e sudeste através das redes sociais, após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais.
    Serviço:
    Ato “Na eleição, voto pela educação”
    Terça-feira (14/10)
    Horário: 14 horas
    Local: Praça do Ferreira, Centro – Fortaleza

    07 de setembro / 500 professores saem às ruas do Crato para protestar pelo descaso do prefeito com a educação e a greve da categoria







    Neste domingo (7), professores do Crato, em greve desde o dia 12 de agosto, fizeram mais um protesto contra o que eles consideram descaso da administração do prefeito Ronaldo Gomes de Mattos (PMDB). Cerca de 600 professores da rede municipal de ensino caminharam pelas principais ruas do Centro da cidade, portando faixas e cartazes  para protestar pela falta de diálogo com o Poder Executivo. 

    São 19 mil alunos sem aulas desde que 1.200 professores decidiram cruzar os braços e reivindicar melhorias que vão desde recuperação das salas de aulas até o reajuste salarial e da gratificação de regência de sala de aula, também conhecida por "lei do pó de giz". 

    Até o momento, segundo o presidente do sindicato da categoria, Júnior Matos, o prefeito Ronaldo Gomes de Matos tem se mostrado insensível com a causa e não tem negociado com os professores que prosseguem com o movimento paredistas por tempo indeterminado. 

    Professores do Crato protestam com funeral da educação no município




    Professores da rede municipal de ensino da cidade do Crato, no Ceará, organizaram manifestação no último sábado ( 6 ), onde circularam pelas ruas da cidade em cortejo fúnebre, vestidos de preto, e empurrando um caixão coberto em bandeira preta, simbolizando a morte da educação no município. O protesto segue as últimas manifestações realizadas pelos professores e outros servidores da educação que se encontram em greve há vários dias e reivindicam melhores salários e melhores condições de trabalho. Segundo o Pres. do Sindicato dos Servidores Municipais SINDSMCRATO, Júnior Matos, há intransigência e falta de diálogo por parte de alguns setores da educação do município em sentar-se à mesa de negociações com uma proposta firme, a fim de resolver o impasse e permitir o retorno dos professores às suas atividades. Ainda segundo Júnior Matos, a greve não trará prejuízos aos alunos, pois as aulas serão recuperadas posteriormente.

    via blog do crato

    Grande caminhada do Panelaço pelas ruas do centro do Crato


    Hoje foi mais um dia de luta e reivindicação nas ruas do Crato, com 'panelaço' feito pelos professores da rede municipal de ensino que se encontram em greve. Mais uma vez a sociedade demonstrou seu apoio às demandas dos educadores que demandam reajuste salarial e mais direitos. As atividades da greve local fazem menção, como na ação de hoje, aos grandes movimentos contestadores que marcaram a história do Cariri.

    Prefeitura do Crato perde liminar na justiça e greve dos professores continua

    Os professores da rede municipal de ensino do Crato, em greve desde o dia 20 de agosto, após mais de 30 dias de mobilização e paralisações, derrotaram na justiça liminar da Prefeitura do Crato, que pedia a ilegalidade do movimento. A defesa foi feita pela assessoria jurídica do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Crato, que lidera os educadores em luta.

    Conforme o Sindicato, os profissionais entraram em greve após verem frustradas a tentativa de diálogo com a Prefeitura durante as negociações da campanha salarial 2014. Segundo Júnior Matos, presidente da organização sindical, “a Prefeitura erra mais uma vez. Errou ao não negociar com qualidade com os professores e agora persiste no erro ao criminalizar, judicializar, a nossa luta. Isso é repressão, é conservadorismo”, esclarece o dirigente, que aguarda respostas aos pontos abaixo, que motivam a mobilização da categoria:

    1. Repasse da diferença salarial do piso para todos os profissionais do magistério;

    2. Majoração do percentual de regência de classe atualmente de 8% (oito por cento) sobre o salário base, para 20% (vinte por cento); 

    3. Reformulação do Plano de Cargos e Carreiras do Magistério;

    4. Pela progressão dos Auxiliares de Serviço Gerais, Merendeiras, Técnicos Administrativos e Secretários Escolares.

    No Cariri, 1,5 mil servidores municipais vão às ruas em manifestação histórica

    Cerca de 1,5 mil servidores municipais participaram de "evento que vai ficar para a história do Cariri", conforme Junior Matos, presidente do Sindicato dos Servidores Público Municipais do Crato e secretário de assuntos jurídicos da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal no Estado do Ceará (Fetamce). O ato regional foi chamado de Dia de Luta dos Servidores Municipais do Cariri, realizado na manhã de hoje (21/8) na rodovia Padre Cícero, na divisa de Juazeiro do Norte com o Crato.

    E não podia ser diferente. Na região em que eclodiriam os principais levantes populares do Ceará, como como o cangaço, os movimentos messiânicos, a Confederação do Equador, a revolta Sedição de Juazeiro e o movimento social no período varguista chamado de Caldeirão. Todos estes levantes populares marcam um passado de lutas, que voltam a eclodir pelas mãos dos trabalhadores das cidades do Ceará, no presente.

    Servidores de 16 cidades participaram da atividade que iniciou com concentração em frente a TV Verdes Mares e seguiu em caminhada pela rodovia que liga os principais municípios do bloco regional.

    Entre os destaques, a reivindicação pela garantia de direitos dos trabalhadores municipais, tais como o reajuste dos professores conforme a Lei do Piso do Magistério, a regulamentação do Piso Nacional dos Agentes de Saúde e de Combate a Endemias, a universalização do salário mínimo constitucional e os Planos de Cargos e Carreiras para todos os servidores.

    Demandas estas que vem sendo negadas pelas prefeituras, que, conforme Enedina Soares, presidenta da Federação, estão dificultando as negociações. "Estamos desde dezembro de 2013 com estas pautas em ação e lá até aqui nós,servidores, aguardamos respostas dos executivos municipais", explica.

    O que preocupa as lideranças sindicais é que os governos locais têm tratado com desdém as necessidades dos funcionários públicos. "Estamos sendo reprimidos e tratados de forma pelos prefeitos, que não enxergam que somos nós que fazemos reais as políticas públicas municipais", avalia Junior Matos, cuja cidade, Crato, se encontra com professores em greve.

     Imprensa 

     A repercussão do movimento não ficou só nas ruas, seis emissoras de televisão, três jornais e inúmeras emissoras de rádio noticiaram a atividade, que mobilizou toda a imprensa escrita e falada do sul do Ceará. "Queremos que a sociedade escute nosso grito de alerta e some à nossa luta, que é por trabalho decente", conclui Enedina Soares.

     Regionalização

    Pessoas de todas as partes do Ceará acompanharam a cobertura do evento nas redes sociais e elogiaram a iniciativa da Fetamce de regionalizar as atividades de mobilização popular. "Fetamce mais firme e forte no estado, parabéns pela luta pelos servidores municipais", disse Vicente Paulo, em comentário no Facebook

    Dia de luta dos servidores municipais do cariri



    Os sindicatos de servidores municipais da região do cariri marcaram uma paralisação geral na região, marcada para o dia 21 de agosto, às 8 horas, com concentração em frente à TV Verdes Mares Cariri, o chamado "Dia de luta dos servidores municipais da Região do Cariri", com a seguinte pauta: 

    * Plano de Cargos e Carreira; universalização do Salário Mínimo municipal; 
    * Redução de 1/3 da Jornada de Trabalho dos Professores conforme lei do piso;
    * Reajuste consolidado do Piso Nacional do Magistério; 
    * Piso Nacional dos Agentes de Saúde e de Combate às Endemias.
     

    TV SINDSMCRATO